sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ateando vontades ao horizonte :p

  
 Eu atirei minhas vontades pela janela, eu já não sentia. A falta do sentir não foi por opção, eu sentia tanto aquela dor que com o passar do tempo ela se tornou natural, tão natural que seria, por consequência, capaz de não me fazer senti-la, embora a notasse.
   Ateei fogo na chuva, ateei a minha confiança nas pessoas ao léu.
   De certo que não sabia exatamente o que fazia embora o fizesse.
   Com o passar dos dias, a faca na traqueia ia entrando e saindo, era insuportável, mas eu estava de pé. Para os demais ao meu redor eu era louca, obsessiva, mas no fundo me acalentava saber que poderia dar o meu melhor em tudo para ser alguém um dia e como consequência lhe ter; eu não sabia que mais na frente viria a desistir disso.
   O tempo... ah, o tempo! Esse foi de fato um carrasco que veio por se tornar meu grande amigo, embora por inúmeras vezes tivesse o insultado. Com o tempo; e por perder quase, ou toda a confiança nas pessoas, eu aprendi a dar minha alegria às pessoas, e deixar a minha tempestade no fundo de mim, no intrínseco de meu ser, agora é difícil saberem como me sinto, eu não falo muito sobre minha dor, a usei para ajudar todos que da minha mão vieram e virão a precisar, eu sorrio e faço graça a quase todo o momento, prefiro escrever as idéias e sentimentos que me perturbam, e me consomem.
   Consequências? Oh, claro, MUITAS. Tendes noção? Certamente desmorono terrivelmente quando estou sozinha, tornei-me uma garrafa cheia, que transborda a qualquer gota, e você foi ficando cada vez mais deixado de lado, fora do centro das minhas atenções.. - Não digo que deixei de amar você, deixei apenas de me doar.
   Aproveite meu silêncio, minhas palavras certamente acabariam com você!

Nenhum comentário:

Postar um comentário